Quantcast
Viewing all articles
Browse latest Browse all 2337

Câmara Municipal de Évora: em 2017 é que vai ser!



Quem defende que o investimento na cultura é essencial em Évora, não pode deixar de considerar, no minimo, espantosa a actuação da actual Camara Municipal sustentada pela CDU, apesar da propaganda com que entope diariamente as redes sociais.
Quando o actual executivo tomou posse, a cidade contava com algumas realizações regulares, âncoras da actividade cultural. A CDU criticava ( E BEM!) o anterior executivo municipal pela falta de visão e politica cultural e sobretudo pela falta de apoio aos agentes culturais da cidade para que essas realizações pudessem desenvolver-se.
Mas vejamos o que aconteceu com a actual gestão de Pinto de Sá:
- BIME - a bienal de marionetas, com tradições firmadas, não se realizou em 2015 porque não havia ainda fundos comunitários disponíveis, pssaria para 2016 ...em 2016 da BIME nem o cheiro...
- FIKE - festival de curtas metragens de Évora. O 13º festival já foi feito também em Beja e o 14º será também em Portalegre. Porquê? porque não há apoios suficientes em Évora
- Semana dos palhaços - com uma "escola de palhaços" de nível internacional. Em 2016 mudou-se para as Caldas da Rainha e veremos se não fica por lá. Porquê? Porque por lá haverá os apoios que por cá faltam 
Isto para não falar na ópera bufa em que se transformou a existência de cinema.
Em 2014, primeiro ano de mandato, a CME promoveu o Cenas ao Sul, sendo certo que foi uma associação quem assumiu a responsabilidade da contratualização dos apoios financeiros, apesar de pouco riscar no tocante à escolha de espectáculos e a cachets. Houve algum envolvimento dos agentes culturais, "ma non tropo" para a amalta não começar a ter ideias ....Avaliação desta realização: estamos à espera ainda; 
Em 2015 o figurino foi ainda mais "balseiro" . As Cenas ao Sul, foram de facto verdadeiras cenas: pagaram as 3 juntas de freguesia da CDU e o Turismo e decidiu a Camara: Agentes culturais? Ninguém os ouviu, participaram apenas alguns e em processos pouco transparentes ....aliás consolidou-se o figurino "artistas sim, mas os nossos"; avaliação pública, ainda está por fazer; justificações quanto às relações entre quem contrata e quem é contratado não existem.
E 2016 é o ano da Calma... todos à calma, com muita calma...mas em lamentável circuito artistico mais que fechado, isto para não dizer que são sempre os mesmos, num exercício que começa a ser penoso.
Dir-se-á: a CME está falida...não há dinheiro. 
É verdade...mas só é verdade parcialmente, porque - como a CDU dizia antes e bem - não é só não haver dinheiro, é saber quais as escolhas, as opções politicas que se fazem com o pouco dinheiro que há. 
Ah!!! Mas tenhamos esperança...vem aí 2017! E em 2017 é que vai ser!! 
Em ano de eleições podiam lá desperdiçar-se munições..
Em 2017 até o Cinema Central será noticia.
Os fundos do Alentejo 2020 podem dar uma mãozinha...e se não for pela cultura será pelo turismo!

Maria Helena Figueiredo (ex-candidata do BE à Câmara de Évora)

Viewing all articles
Browse latest Browse all 2337